SAÚDE

Medicamentos para saúde mental estão em falta na farmácia de Penápolis

Da lista dos 33 medicamentos fornecidos de graça para população, apenas seis estão disponíveis. Prefeitura informou que está tentando resolver o problema dos repasses o mais rápido possível.

Farmácia de saúde mental de Penápolis (SP) enfrenta falta de medicamentos (Foto: Reprodução/TV TEM) Farmácia de saúde mental de Penápolis (SP) enfrenta falta de medicamentos (Foto: Reprodução/TV TEM)

Apenas seis remédios dos 33 que deveriam ser oferecidos estão disponíveis na farmácia de saúde mental de Penápolis (SP). Os moradores da cidade e região estão enfrentando o grave problema, porque sem esses remédios a saúde fica debilitada.

Da lista dos medicamentos fornecidos de graça para população, 27 simplesmente não tem. A farmácia do ambulatório de saúde mental faz parte da rede de atendimentos de um consórcio intermunicipal de saúde formado por Penápolis e outros seis municípios da região.

O consórcio oferece também consultas com especialistas e exames de graças. Ele se mantém com um repasse mensal do Ministério da Saúde, além de receber dinheiro das prefeituras que participam.

Segundo o coordenador do consórcio, Agnaldo César Duarte, há três meses a prefeitura de Penápolis não paga a parte dela. A dívida passa dos R$ 600 mil e sem a quantia não é possível pagar os fornecedores dos medicamentos que suspenderam a entrega.

“Se a prefeitura pagar, com certeza vamos ter o estoque e condições de pagar os medicamentos, que vão estar disponíveis para a população”, afirma Agnaldo.

Enquanto isso, a aposentada Aparecida Duarte, que há 16 anos toma remédios para depressão está sofrendo. Um dos medicamentos ela precisou comprar e o outro que é mais caro ela está sem tomar.

“Um deles eu compro porque é mais em conta e dá para comprar, mas o outro é mais caro e eu vou ficar sem tomar. Agora é complicado porque é a saúde da gente e não temos condições de arcar com tudo”, afirma.

A prefeitura de Penápolis informou que está verificando os valores informados na notificação do consórcio e está tentando resolver o problema dos repasses o mais rápido possível. Sobre a obrigação de o município fornecer esses remédios na rede municipal, a prefeitura diz que esses medicamentos específicos devem ser fornecidos apenas no ambulatório de saúde mental.

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