Região de Araçatuba conta com 60 obras paradas ou atrasadas

26/02/2020 15:16 Região
Região de Araçatuba conta com 60 obras paradas ou atrasadas
Região de Araçatuba conta com 60 obras paradas ou atrasadas

A região de Araçatuba possui atualmente 60 obras paradas ou paralisadas em 19 dos 24 municípios de sua área administrativa. Os dados foram divulgados pelo TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo). Os custos dos empreendimentos, de acordo com dados atualizados no dia 10 de janeiro deste ano, atingem a cifra de R$ 283.152.376,44. Deste total, R$ 108.468.271,42 já foram gastos nas obras até aqui. As informações foram obtidas pela corte de contas com as prefeituras e órgãos estaduais.

Segundo o TCE, Araçatuba, a maior cidade da região, duas obras atrasadas e uma paralisada, cujos valores iniciais de contrato somam R$ 10.877.453,60. A obra paralisada é a construção do Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social). Já as obras atrasadas tratam-se da construção de uma escola de educação infantil, pela empresa Unicon Obras, e da construção do canal do Córrego Machadinho e do pavimento asfáltico da Pompeu, pela empresa TMK Engenharia.

De acordo com a Prefeitura de Araçatuba, nenhuma das três obras trouxe prejuízo ao poder público. Sobre o Crea a administração afirma que foi aprovada pela Caixa a retomada da obra “e a secretaria de Planejamento aprovou o projeto que seguiu para abertura de processo de licitação para a conclusão”, finaliza.

Sobre a obra da escola, diz “estava atrasada por espera de repasse de recurso do Governo Federal, que já regularizou o envio do recurso e a obra está seguindo o cronograma”. E em relação ao Córrego Machadinho, ressalta que o processo está em fase de análise de defesa prévia. Na qual a equipe técnica da prefeitura irá fazer uma vistoria na obra a fim de verificar as alegações feitas pela empresa. “Após analise, a equipe poderá aceitar ou rebater as alegações”, finaliza.

Birigui é a cidade da região que mais possui obras pendentes, de acordo com o relatório do Tribunal. No total, as obras valem R$ 22.441.266,44, sendo que R$ 7.932.807,28 já foram gastos. As atrasadas são a construção do Centro de Iniciação ao Esporte, na rua Pedro Cavalo, pela empresa Auge Engenharia e Construção, e da execução de sarjetões, pela Construtora Molina José Bonifácio.

Já as paralisadas, segundo o TCE, são a construção de um Centro de Convenções e Eventos, na avenida Projetada A, pela empresa Esmebre Construção Civil, que tinha previsão de entrega em 2014; a reforma e ampliação do prédio que abrigaria a Central de Distribuição P.A.A. (Programa de Aquisição de Alimentos), na rua Roberto Clark, pela empresa Magon Construtora e Incorporação, que tinha previsão de entrega em 2015; a construção de creche no bairro Portal da Pérola 2, pela Construtora Alcântara Cavalcante e Resende, prevista para fevereiro de 2019; a construção do Centro de Formação do Professor e Atendimento ao Aluno, pela empresa Bruno Covre Dias Martines & Cia, que tinha previsão de entrega em 2012; a construção de creche no bairro Pedro Marín Berbel, pela empresa Soluções Serviços Terceirizados Eireli, prevista para junho de 2019; implantação e modernização de infraestrutura esportiva, pela Construtora Bertoni e Bonifácio LTDA, prevista para 2018; reforma da UBS do bairro Tijuca, pela Construtora Molina José Bonifácio, prevista para abril de 2019; e a construção da UPA do Jardim Planalto, na avenida José Agostinho Rossi, pela empresa Licório e Licório Construções, prevista para 2013.

Segundo a administração de Birigui, das 8 obras listadas como paralisadas, 6 já retornaram com previsão de término para 2020. Apenas a implantação e modernização de infraestrutura esportiva ainda aguarda nova licitação, e a reforma e ampliação do prédio que abrigaria a Central de Distribuição P.A.A. ainda precisa passar por um novo projeto para daí ser feita uma nova licitação.

A construção de um reservatório de água para um milhão de litros, pela empresa Havax – Construtora e Serviços, prevista para maio de 201, em Guararapes, também é uma das obras atrasadas apontadas pelo TCE-SP. O valor inicial dessa obra era de R$ 498.111,70 e até o momento já foram gastos R$ 158.979,99. Segundo a prefeitura, quando a atual administração assumiu, em 2017, a obra estava paralisada. O reservatório possuía apenas a fundação. “A Prefeitura de Guararapes conseguiu a regularização no DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) e, em seguida, foi realizada uma nova licitação em julho de 2018. A partir disso, a obra reiniciou. Hoje, a obra do reservatório encontra-se 50% concluída e em andamento. Para a finalização, a prefeitura está aguardando a fiscalização do DAEE”, diz a nota. Ainda, segundo o município, apesar do atraso, não houve prejuízo aos cofres públicos.

Outras cidades da região que também aparecem com obras atrasadas ou paralisadas são Andradina (4), Auriflama (5), Bento de Abreu (1), Barbosa (3), Buritama (2), Castilho (5), Coroados (1), Glicério (2), Ilha Solteira (2), Lavínia (3), Lourdes (1), Murutinga do Sul (4), Penápolis (6), Pereira Barreto (3), Santo Antônio do Aracanguá (2) e Santópolis do Aguapeí (1).

Fonte: Julia Smanioto - Folha da Região

COMENTÁRIOS

Usando sua conta do Facebook para comentar, você estará sujeito aos termos de uso e politicas de privacidade do Facebook. Seu nome no Facebook, Foto e outras informações pessoais que você deixou como públicas, irão aparecer no seu comentário e poderão ser usadas nas plataformas do General Salgado News.