Roubo a carro-forte: terceiro identificado fugiu da Máxima com ‘Velho do PCC’

Ele tinha fugido da penitenciária em setembro
05/12/2019 12:39 Policial
Iatã era fugitivo da Máxima (Foto: Divulgação)
Iatã era fugitivo da Máxima (Foto: Divulgação)

Terceiro identificado após morrer em confronto com a polícia na quarta-feira (4), Iatã Anderson Mateus dos Santos Oliveira, de 24 anos, fugiu do Presídio de Segurança Máxima em setembro deste ano. Ele foi um dos envolvidos na tentativa de roubo a um carro-forte em Coronel Sapucaia, a 380 quilômetros de Campo Grande, crime comandado por um dos bandidos mais procurados do país, Zé de Lessa.

Iatã é natural da Bahia e por lá também tinha várias passagens pela polícia. Ele estava detido no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, o Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande e fugiu em 23 de setembro. Ele e outros dois internos conseguiram fugir usando uma escada artesanal.

Entre os detentos que fugiram, estava Antônio Júlio da Silva, o ‘Velho do PCC’, morto em confronto com o Batalhão de Choque no dia 17 de novembro, apontado como membro de uma quadrilha que cometia assaltos em Campo Grande, o ‘Bando do chapéu’. Iatã estava foragido desde a fuga e foi identificado nesta quinta-feira (5) como um dos integrantes da quadrilha que tentou roubar valores de um carro-forte.

Também foram confirmadas as identidades de outros dois assaltantes pela Polícia Civil. São eles José Francisco Lumes, o Zé de Lessa, fundador e líder da facção baiana BDM (Bonde do Maluco) suspeito de comandar a quadrilha e Cleiton Alves dos Santos, natural do Distrito Federal. Os dois, assim como Iatã, estavam foragidos.

Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, outros documentos teriam sido encontrados na chácara onde o bando se escondia, mas há possibilidade que sejam falsos. Zé de Lessa portava um documento em nome de João da Silva, mas foi identificado por familiares que já procuraram a polícia ainda na quarta-feira.

O roubo frustrado de um carro-forte que terminou com a morte de uma quadrilha e apreensão de armamentos de guerras é tratado pela Polícia Civil como posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, roubo na forma tentada, roubo de transporte de valores, pelo concurso de pessoas, integrar ou promover organização criminosa, roubo pelo emprego de arma de fogo e sequestro.

Após a identificação do grupo que tentou assaltar o carro-forte da empresa de transporte de valores na segunda-feira (2), foi feito pedido de mandado de busca e apreensão. A polícia identificou que o grupo era comandado por Zé de Lessa e, com o mandado expedido pela juíza de Amambai, foi até a chácara onde eles estariam escondidos, na manhã de quarta-feira (4).

Equipes do DOF (Departamento de Operações de Fronteira), Garras (Delegacia Especializada em Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e CGPA (Coordenadoria Geral de Patrulhamento Aéreo), com helicóptero da polícia, foram até a chácara e teriam sido recebidos a tiros.

No confronto, quatro morreram e um teria conseguido fugir. O dono da chácara, funcionário público da prefeitura de Coronel Sapucaia, foi preso por ajudar a quadrilha e a participação dele no crime é investigada. Na chácara estava uma mulher e dois adolescentes, que seriam a namorada de Zé de Lessa e os filhos dela.

Equipe da CGPA fez buscas pelo quinto suspeito que tinha fugido e, quando foi localizado, acionaram equipes do Bope e Garras. O bandido teria atirado contra o helicóptero da polícia e contra os outros agentes e acabou morrendo no confronto. Com ele foi encontrado armamento pesado de guerra.

Foram apreendidos fuzis, metralhadora AK-47 e .50, espingardas, pistolas e muitas munições.

Fonte: Renata tela / Midiamax

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