Bandido morto por policiais de MS integra o “Baralho do Crime” na Bahia

José Francisco Lumes, o Zé de Lessa, é fundador da quadrilha Bonde do Maluco e estava foragido no Paraguai
04/12/2019 10:41 Policial
José Francisco Lumes, o Zé de Lessa, foi identificado entre os quatro assaltantes mortos após ataque a carro-forte (Foto: Divulgação)
José Francisco Lumes, o Zé de Lessa, foi identificado entre os quatro assaltantes mortos após ataque a carro-forte (Foto: Divulgação)

Um dos quatro bandidos mortos no confronto com policiais de Mato Grosso do Sul na noite de ontem (3) na fronteira com o Paraguai, José Francisco Lumes, o “Zé de Lessa”, era o bandido mais procurado da Bahia. Fundador da quadrilha Bonde do Maluco, Lumes é apontado como o chefe do ataque ao carro-forte da empresa de transportes de valores Brink’s, segunda-feira (2), entre Caarapó e Amambai.

Zé de Lessa é o “Ás de Ouro” do Baralho do Crime, organograma montado pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia para identificar os bandidos mais perigosos do estado.

Dezenas de assaltos, principalmente a agências bancárias, são atribuídas à quadrilha comandada por Zé de Lessa. Em novemnro do ano passado, o Bonde do Maluco teria roubado R$ 100 milhões de um banco em Bacabal, no Maranhão.

José Francisco Lumes estava foragido desde 2014 quando foi solto pela Justiça, mas continuava comandando os assaltos à distância. Informações da polícia baiana revelavam que ele estava escondido no Paraguai.

No assalto ao banco em Bacabal, o irmão de Zé de Lessa, Edielson Francisco Lumes, e outros dois integrantes da quadrilha foram mortos em confronto com a polícia. Segundo a polícia, Edielson tinha a função de subchefe e repassava as ordens de Zé de Lessa à quadrilha, formada por pelo menos 80 bandidos.

Procurado pela Polícia Federal, Zé de Lessa era fundador do BDM (Bonde do Maluco), uma das facções com maior atuação na Bahia e outros estados do Nordeste. No Maranhão, onde a quadrilha cometeu o assalto milionário, a atuação da quadrilha é conhecida como Novo Cangaço.

Fonte: Helio de Freitas, de Dourados / Campo Grandes News

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