General Salgado

Caso Maria Júlia completa 2 anos aguardando júri

O feminicídio contra a estudante Maria Júlia Martins Quintino da Silva completou dois anos, na última quinta-feira (9).

 Maria Júlia Martins Quintino da Silva Maria Júlia Martins Quintino da Silva

O acusado de matar a ex-namorada com 35 facadas, Jean Gomes de Menezes Santana deve ser julgado pelo Tribunal do Júri.

A última movimentação no processo ocorreu em outubro do ano passado, há seis meses, quando Jean foi pronunciado pelo crime e teve a prisão preventiva mantida.

De acordo com a sentença de pronúncia, Jean é “pessoa fria e potencialmente perigosa”. Ele está preso em Tremembé (SP).

Na sentença de pronúncia, Jean ainda não foi julgado pelo crime. A sentença de pronúncia apenas remete o réu ao júri, cabendo ao tribunal popular a análise e julgamento.

Caso o processo permaneça como está, Jean deverá ser julgado por júri popular por homicídio quadruplamente qualificado.

Isso significa que Jean matou Maria Júlia com quatro qualificadoras: motivo fútil, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, o feminicídio.

Por estar em segredo de justiça, o ilhasolteira.news não teve acesso a mais informações sobre o andamento do processo.

Caso Maria Júlia

Maria Júlia, de 17 anos, foi atacada, no dia 9 abril de 2018, por Jean, seu ex-namorado, na esquina da viela onde morava com colegas de faculdade, no Passeio Batalha, Zona Norte de Ilha Solteira (SP).

Ela seguia para o campus II da Unesp, onde cursava Zootecnia, quando foi surpreendida pelo ex-namorado, que a atacou com uma faca.

Desesperadas, colegas ainda tentaram socorrer a jovem universitária, mas Maria Júlia não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Exame no corpo da vítima apontou 35 facadas. O crime causou grande comoção na comunidade unespiana, que fez vigília em frente à Delegacia de Polícia.

Jean fugiu de carro levando a faca utilizada no crime. O carro foi encontrado horas depois em uma fazenda, mas ele conseguiu fugir.

Jean foi preso pela Polícia Militar dois dias depois, em Pereira Barreto (SP), quando tentava pegar carona.

Na chegada a Ilha Solteira, uma multidão aguardava pedindo por justiça. O ex-namorado acabou confessando o crime.

Maria Júlia foi enterrada em General Salgado (SP), no dia 10 de abril de 2018, na presença de familiares, amigos e colegas da faculdade.

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