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Suspeito de fraude no currículo, ministro pede demissão após 5 dias no MEC

Presidente ao lado do ex-ministro, durante posse na semana passada. (Foto: Divulgação) Presidente ao lado do ex-ministro, durante posse na semana passada. (Foto: Divulgação)

Depois de 5 dias no cargo, o professor Carlos Alberto Decotelli pediu demissão ao presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (30). Foi a passagem mais rápida de um ministro pela pasta. Ele sai depois da péssima repercussão sobre informações falsas incluídas em seu currículo. Decotelli também é acusado de plágio na dissertação de mestrado.

O Planalto já fala em Anderson Correia, atual reitor do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), como provável substituto. Mas nos bastidores também são citados os nomes do secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, do ex-assessor do MEC, Sérgio Sant'Ana, e do conselheiro do CNE (Conselho Nacional de Educação) Antônio Freitas,

No final da tarde de segunda-feira, Decotelli se reuniu com o presidente e após a conversa disse que continuava ministro, mas no meio da tarde de hoje foi confirmada a saída.

A permanência ficou complicada depois de nota da Fundação Getúlio Vargas (FGV) negando que o ministro tenha sido professor das escolas da instituição, conforme constava em currículo apresentado por ele.

Contra ele, também há suspeita de doutorado falso pela Universidade Nacional de Rosario, da Argentina, além de pesquisa de pós-doutorado na Universidade de Wuppertal, na Alemanha. O reitor da instituição argentina, Franco Bartolacci, negou que ele tenha obtido o título, assim como a universidade alemã..

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Em nota divulgada na noite de segunda-feira (29), a FGV (Fundação Getúlio Vargas) negou que o economista tenha sido professor ou pesquisador da instituição.

A informação também constava em seu currículo, inclusive no texto divulgado pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) quando assumiu a presidência do fundo em fevereiro do ano passado.

Nesta terça, Decotelli demonstrou a pessoas próximas insatisfação com o gesto da FGV. Ele alega que lecionou em cursos de educação continuada da faculdade. Para o agora ex-ministro, diante de mais esse episódio, não haveria outra alternativa que não fosse pedir demissão.

A nova controvérsia irritou Bolsonaro, segundo assessores, que consideraram a permanência de Decotelli insustentável.

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