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Greenpeace diz que Bolsonaro tem postura incondizente com o cargo que ocupa

A resposta de Bolsonaro fez alusão a uma nota em que a organização destacou que o Conselho da Amazônia não tem meta nem orçamento(foto: Ohad Zwwingenberg/AFP) A resposta de Bolsonaro fez alusão a uma nota em que a organização destacou que o Conselho da Amazônia não tem meta nem orçamento(foto: Ohad Zwwingenberg/AFP)

 

A Organização Não Governamental (ONG) ambientalista Greenpeace Brasil divulgou uma nota na tarde desta quinta-feira (13/2) onde afirma que “lamenta que um presidente da República apresente postura tão incondizente com o cargo que ocupa”.
 
“O Greenpeace Brasil lamenta que um Presidente da República apresente postura tão incondizente com o cargo que ocupa. A organização existe há quase meio século e está presente em 55 países. No Brasil, atua há 28 anos defendendo o meio ambiente e colaborando, inclusive, com autoridades na denúncia de crimes ambientais. Ao longo da história, nossa postura crítica a quem promove a destruição ambiental já causou muitas reações desequilibradas dos mais diferentes personagens. Estamos apenas diante de mais uma delas. Nestes casos, o incômodo de quem destrói o meio ambiente soa como elogio”, diz um trecho do documento.
 
A nota se refere a uma fala proferida pelo presidente Jair Bolsonaro ainda nesta manhã, onde, ao ser questionado pela imprensa a respeito de um outro posicionamento emitido pela organização, Bolsonaro disparou: “Quem é Greenpeace? Quem é essa porcaria chamada Greenpeace? Isso é um lixo”.
 
A resposta de Bolsonaro fez alusão a uma nota em que a organização destacou que o Conselho da Amazônia não tem meta nem orçamento.
 
Na última terça-feira (11/2), Bolsonaro assinou um decreto que transferiu a coordenação do Conselho Nacional da Amazônia Legal do Ministério do Meio Ambiente para o Vice-Presidente Hamilton Mourão. 
 
No entanto, o conselho é formado exclusivamente pelo governo federal. Os chamados governadores da Amazônia (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso e Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) ficaram de fora do conselho.

Veja a íntegra da nota: 

“O Greenpeace Brasil lamenta que um Presidente da República apresente postura tão incondizente com o cargo que ocupa. A organização existe há quase meio século e está presente em 55 países. No Brasil, atua há 28 anos defendendo o meio ambiente e colaborando, inclusive, com autoridades na denúncia de crimes ambientais.
Ao longo da história, nossa postura crítica a quem promove a destruição ambiental já causou muitas reações desequilibradas dos mais diferentes personagens. Estamos apenas diante de mais uma delas. Nestes casos, o incômodo de quem destrói o meio ambiente soa como elogio.
 
No Brasil, temos criticado e combatido as políticas do governo que levaram ao aumento do desmatamento e ao desmantelamento dos órgãos de fiscalização, além de nos posicionarmos contra os absurdos ataques aos direitos dos povos indígenas.
 
Somos uma organização sem fins lucrativos, com independência financeira e política, e continuaremos trabalhando incansavelmente na defesa do meio ambiente, da democracia e dos direitos das populações. Irrite a quem irritar”, escreveu o Greenpeace Brasil.

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