‘Grandes Músicos para Pequenos’ apresenta ‘Vitrolinha Animada’

FOLHA DA REGIãO / DA REDAçãO


(Foto: Reprodução/TV TEM)

Equipe do Instituto de Criminalística realizou nesta segunda-feira (3), mais uma perícia na casa onde o corpo de Maria José da Silva Santos, 55 anos, foi encontrado dentro de um saco com materiais recicláveis na manhã de sexta-feira (31), em Birigui. Exame preliminar apontou que a vítima estava morta havia de cinco a sete dias na data.

Pelo corpo estar em estado avançado de decomposição, não foram encontrados sinais de violência. A causa da morte será apontada em laudo do exame necroscópico.

O IC de Araçatuba esteve na residência da vítima no dia em que o corpo foi encontrado, depois fez nova perícia na manhã de segunda-feira e retornou no período da noite, para realização da perícia com o luminol.

O luminol é um produto em pó é diluído em água oxigenada e quando borrifado nos locais suspeitos, reage em contato com o ferro presente na hemoglobina do sangue e libera uma luz azulada, suficientemente forte para ser vista no escuro, por isso o trabalho teve que ser feito à noite.

O trabalho foi acompanhado pelo delegado Ícaro Oliveira Borges, da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), responsável pelo inquérito. De acordo com ele, o composto reagiu a um material encontrado no quarto e amostras deste material foram coletadas para análise.

A perícia não encontrou sinais de arrombamento na residência, o que indica que se houve um homicídio, ele provavelmente foi cometido por alguém que já estava dentro da casa.

O corpo da vítima foi encontrado por um irmão dela, após outra irmã contar que Maria José estava desaparecida desde 24 de dezembro. Chegando à residência, haviam três sacos com materiais reciclagem no quintal, e ele sentiu um forte odor. Dois sacos estavam abertos e conseguiu levantá-los. O terceiro estava com a boca costurada e mais pesado, o que levantou suspeita e com bigatos ao redor dele.

Ao abrir o terceiro saco, ele encontrou o corpo de Maria José enrolado a um cobertor. Sobre o corpo havia caixas de papelão e embaixo, materiais recicláveis. 

Maria José morava com o padrasto dela, um homem de 73 anos. Ela coletava materiais recicláveis. Ele disse à polícia que viu Maria José pela última vez no dia 24. A mãe dela havia se mudado para a casa de outra filha, em Araçatuba, por problemas de saúde, mas o homem continuou morando com Maria José.

O homem prestou depoimento na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) na segunda-feira (3) e contou que conviveu em união estável com a mãe da vítima por 19 anos. Com relação a enteada, disse que o relacionamento com ela era só de amizade.

Segundo ele, um irmão dela teria aparecido para visitá-la em 21 de dezembro, no período da tarde, e permaneceu com eles na residência até o dia 25 e estava acompanhado de uma mulher com a qual manteria um relacionamento amoroso.

O padrasto disse que na véspera de Natal ele foi dormir por volta das 20h, enquanto o casal ficou conversando com ela na sala. Por volta das 2h do dia 25, ao acordar para ir ao banheiro, não viu ninguém na casa e retornou para cama.

Ao acordar, por volta das 7h, percebeu que estava sozinho e contou que não ouviu barulhos de briga durante a noite.

Durante o dia, ele passou a maior parte do tempo embriagado, pois tem o costume de ficar sentado em uma cadeira na porta da residência, onde fica ingerindo cachaça, observando o movimento e conversando com os vizinhos.

Disse ainda que com o desaparecimento de Maria José, uma irmã dele passou a levar marmita para ele se alimentar, já que era ela quem cozinhava.

Questionado sobre o mau cheiro que exalava do saco onde o corpo da vítima foi encontrado, o homem alegou que não percebeu, pois estava com o nariz entupido em decorrência de uma gripe. Porém, os vizinhos haviam o avisado do mau cheiro e inclusive o alertaram sobre os bigatos e o sangue ao redor do saco com recicláveis. Por isso, jogou álcool para matar os bichos.

Ainda alegou que tinha um bom relacionamento com Maria José, com a qual já teria discutido algumas vezes, mas nunca ao ponto de haver xingamentos ou agressões.

O homem acrescentou que, no dia 25, notou o desaparecimento de um botijão de gás, do celular de Maria José, de dois rádios AM/FM e de várias vasilhas de cozinha.


 

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