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FOLHA DA REGIãO / DA REDAçãO


PROFESSORA Fernanda David (Foto: Arquivo Pessoal)

EDUCAÇÃO “Presença do professor em sala de aula é fundamental, por mais avançada que a tecnologia esteja', afirma Fernanda David, professora do Estado

Bryan Belati

Nesta semana, foi comemorado o Dia do Professor, data em que os profissionais da educação são homenageados pelo trabalho desenvolvido dentro e fora da sala de aula, principalmente em um cenário pandêmico.

Fernanda Cristina dos Santos David, de 42 anos, é uma das profissionais da educação que integram o quadro de professores de uma escola estadual de Birigui (SP). Formada em Matemática, com habilitação para lecionar aulas de física, a professora exerce a função de ensinar há 16 anos.

De acordo com ela, ensinar sempre foi uma paixão, por isso a escolha da profissional foi tão assertiva em sua vida. Natural de Catanduva, cidade localizada a 200 quilômetros de Araçatuba, Fernanda já trabalhou nos municípios de Santo André, Piracicaba, Socorro e Catiguá, todos no Estado de São Paulo. Há 3 anos, ela mora e leciona em Birigui.

“Eu já fui convidada para atuar como coordenadora, mas nunca aceitei. Eu gosto da sala de aula, do convívio com os alunos e de ensinar matemática. Essa é a minha paixão', afirma a professora.

PANDEMIA

Segundo Fernanda, o começo da pandemia foi desesperador para ela enquanto profissional da educação, pois todos tiveram que ficar em casa, as escolas fecharam e eles não sabiam o que fazer.

Ela conta que não estava preparada para utilizar a tecnologia em suas aulas, e nem sabia como ministrar uma aula em formato on-line, por sempre utilizar o computador para tarefas básicas como preparar provas e fazer gráficos.

Porém, com o passar do tempo, a profissional foi se adaptando e passou a integrar um grupo da ONG Nova Escola. Assim, foi recebendo dicas de como proceder com as aulas, quais ferramentas utilizar, e assim ela aprendeu a usar o Google Meet.

“No começo eu gravava vídeo aulas e mandava para os alunos via whatsapp. Mas eu não sabia como compactar os arquivos e os vídeos chegavam pela metade para os alunos. Com o tempo eu fui aprendendo e me adaptando cada vez mais', relata Fernanda.

Ela diz que a falta de recursos dos alunos também foi um desafio para o ensino à distância, pois os professores estavam ali para ensinar, mas os alunos não tinham celular, internet e computador, então eles entravam em contato dizendo que não conseguiam participar das aulas por esse motivo.

Pensando na realidade dos alunos, o Estado de São Paulo criou o CMSP (Centro de Mídias da Educação de São Paulo), iniciativa da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo para contribuir com a formação dos profissionais da Rede e ampliar a oferta aos alunos de uma educação mediada por tecnologia.

RETORNO GRADATIVO

Em setembro do ano passado, o Estado retomou as aulas presenciais durante a pandemia, mas manteve um percentual limitador de 35% dos alunos matriculados por dia.

Durante a fase emergencial, em março deste ano, as instituições ficaram abertas apenas para acolhimento de crianças em situação de maior vulnerabilidade e oferta de merenda. Em abril, as escolas foram liberadas para voltar a receber alunos, desde que mantendo a capacidade máxima de 35%.

No entanto, na última quarta-feira (13), o Governo de São Paulo anunciou a volta de 100% dos alunos às atividades presenciais de forma obrigatória, exigência também válida para as escolas privadas.

De acordo com a professora Fernanda David, o retorno gradativo, durante a fase emergencial, foi um momento de alívio para ela e os demais profissionais, pois ela percebia que os alunos precisavam estar presencialmente em sala de aula.

Ela conta que ficou feliz, mas também preocupada, pois ainda não tinha tomado a segunda dose da vacina, e os alunos tampouco estavam vacinados. Por isso, se manteve atenta aos alunos no que diz respeito à troca de materiais e o contato uns com os outros.

“Os alunos me chamaram na carteira para eu ver o caderno de cada um deles e eu tive que me manter um pouco afastada, não tinha contato com os materiais deles. Mas, mesmo seguindo os protocolos, a situação melhorou, pois o processo de aprendizagem voltou ao que era antes', reitera a professora.

PROFISSÃO

Fernanda afirma que, antes da pandemia, tinha um pouco de receio do ensino à distância, com o pensamento de que, com o tempo, o professor fosse substituído pela tecnologia e perdesse o emprego.

Mas, segundo ela, mesmo com todos os recursos tecnológicos, a presença do professor em sala é fundamental, por mais avançada que a tecnologia esteja. Pois as ferramentas estão disponíveis para aprimorar o ensino e o processo de aprendizagem, mas ela não substitui a presença do professor do lado do aluno.

“Não é só aprendizagem. A gente não ensina só o conteúdo, nós convivemos, compartilhamos o dia a dia, o aluno fala com os professores de outros assuntos. Antigamente, o professor era uma pessoa distante, e hoje nós não somos só professores, somos amigos deles', explica a professora.

Ela relata diversos casos de alunos que conversam com ela assuntos que não conversam com os próprios pais. Por isso, os professores também são pais de certo modo, para motivá-los e incentivá-los a buscar seus objetivos.

“O professor precisa ter muito amor. Ele não pode pensar que vai dar a aula e vai embora. Ele passa a ser um ponto de referência para os alunos. Os alunos têm o professor como exemplos'.


 

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