Mulher morre em assalto no litoral paulista e seu carro é incendiado por ladrões

Vítima estava dentro de veículo, no centro de Itanhaém, quando foi abordada por cinco criminosos

AGORA/ALFREDO HENRIQUE


A autônoma Alessandra Tomie Watanabe Kokubun Fagundes, 41 anos, morreu após ser ferida com ao menos dois tiros, durante um assalto, sábado (2), em Itanhaém, no litoral paulista - Reprodução/Tomie Kokubun no Facebook

A autônoma Alessandra Tomie Watanabe Kokubun Fagundes, 41 anos, morreu após ser ferida a tiros, durante um assalto, por volta das 22h de sábado (2), em Itanhaém (106 km de SP). O carro dela foi levado pelos criminosos e encontrado posteriormente incendiado.

Cinco bandidos estariam envolvidos no latrocínio (roubo com morte), mas eles não haviam sido identificados ou presos até a publicação desta reportagem. Eles levaram o celular de Alessandra.

Testemunhas relataram a policiais militares que os cinco ladrões desembarcaram de um Volkswagen Gol, abordando em seguida o Chery Tiggo, onde estava a vítima, estacionado na região central da cidade.

Os criminosos atiraram ao menos duas vezes contra a autônoma, retirando-a do carro e levando o veículo, além do celular da vítima.

Alessandra chegou a ser encaminhada com vida até uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da cidade, mas não resistiu.

O carro da mulher foi encontrado, incendiado, instantes depois na rua Vinte e Um, a cerca de quatro quilômetros de distância do local do crime.

A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Itanhaém afirmou nesta segunda-feira (4), por meio da SSP (Secretaria da Segurança Pública), que realiza apuração de campo para esclarecer o crime. 'Detalhes serão preservados para garantir a autonomia ao trabalho policial', diz o distrito, em nota.

Outros casos de violência

A cidade de São Paulo vive uma onda de​ roubos seguidos de morte, que aumentaram em 22% comparando as 38 vítimas de latrocínio de janeiro a agosto deste ano, com as 31 do mesmo período do ano passado. A zona sul da cidade registrou, nos sete primeiros meses de 2021, mais da metade dos assaltos em que vítimas são assassinadas na cidade.

Na quinta-feira (30) uma dentista de 55 anos morreu no hospital Parada de Taipas, na zona norte da capital paulista, após ser ferida em uma tentativa de assalto, em Pitituba. O crime ocorreu em frente à casa da vítima. Dois criminosos, em uma moto, permanecem foragidos.

Entre os dias 22 e 25, ao menos oito pessoas foram mortas em ações criminosos diferentes, na Grande SP, no litoral e na capital paulista. Três jovens, com idades entre 16 e 25 anos, foram mortos a tiros, na noite do dia 25 na favela do Alba, na região do Jabaquara (zona sul da capital paulista), de acordo com a Polícia Civil. Ninguém havia sido preso até a publicação desta reportagem. Uma adolescente de 17 anos e um pedreiro de 44 anos morreram após serem baleados em um assalto, por volta das 19h10 do dia 24, segundo a Polícia Militar, em Ita nhaém (106 km de SP). A SSP (Secretaria da Segurança Pública) afirmou na ocasião que a PM, durante uma ronda, prendeu duas mulheres, de 20 e 26 anos, dois homens, de 22 e 27, além de apreender um adolescente de 16 anos. Eles estavam em uma pousada da região.

No dia 23, o programador Renato Nunes Consentino, 40 anos, se apresentou à Polícia Civil de Mairiporã (Grande SP), suspeito de matar três pessoas de uma mesma família a facadas, na madrugada do dia anterior, na zona rural da cidade.


 

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